As depressões soltam-se aos Domingos. Os sinais estão por toda a parte. Durante a longa história da Humanidade estripámo-nos para perceber a lógica destas coisas. Este estranho mecanismo que move aquilo a que chamamos "circunstância" e os comentadores de futebol chamam "conjuntura" escapa-me. Na televisão, mostram filmes onde animais falam com eloquência. Há mesmo um sobre as aventuras de três petizes-ninja num campo de férias. O estômago aperta-se-me, como se ontem devesse ter bebido mais do que realmente bebi. Tudo se move de forma pastosa, o som deixa rasto. É um buraco negro dominical, um útero plácido e tépido onde a vontade mirra e riso desaparece. Passo de ontem para hoje: aos Domingos existo por osmose.
Mas depois tomo banho e...
Mas depois tomo banho e...
Isso é dos moscateis...
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