...é o regressar ao ponto de partida. Empreender uma viagem em sentido inverso, para chegar à fraude da expectativa. Encontrar Lisboa imersa num espesso dilúvio de chumbo, no lugar de uma imensa praia tropical onde os peixes saltam para as grelhas e as papaias competem com as bananas nos fartos estômagos nativos. Dizer que se quer o dia em movimento e acabar apenas mexendo os olhos. Planear não sei bem o quê e depois verificar com irritada frustração que infantilidade nos povoa.
Voltar e chegar são afectados por um operador anti-simétrico, estando situados nos antípodas diametralmente opostos da Via Láctea. Se acaso se tocam, e apesar dos problemas de escala, produzem-se supernovas de ilusão, uma morte interna espectacular num fogo de artifício de ridículo.
Assim, quando se volta, apenas se pensa em chegar. Depois de chegar, o sentido do patético impulsiona-nos a voltar.
Esta é a uma versão da Primeira Lei de Newton, ou A Impossibilidade de Dois Testículos Constituírem UM Par.
(texto escrito com um olho posto na loiça por lavar)
Que bom saber que está de volta!
ResponderEliminarBeijinhos
Olá!
ResponderEliminarObrigado pela visita! Em breve será retribuída.
bem vindo de volta!
ResponderEliminarvaleu a pena não ter desistido do link...toda a gente sempre volta.
parece que o meu último post foi escrito em boa hora!
Mariana! Estou a ficar comovido... é realmente bom ser lido por vocês. Não gosto de ser vítima de desistências. Por virtude de actividades laboratoriais, não me tenho dedicado muito a literaturas, mas tenho visitado todos os blogues que tanto gosto de ler.
ResponderEliminarComo o da Mariana.
Luís, vejo que a animação reina neste blogue!! E pelo que li do seu post, a azáfama laboratorial não afectou a sua veia criativa. Não pude deixar de reler esta passagem: "... produzem-se supernovas de ilusão, uma morte interna espectacular num fogo de artifício de ridículo."
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