As maos cheirando a alho, a máquina a lavar, a couve a cozer. Duas bananas quase podres definhando à minha frente. Hoje nao foi nada, um dia funcionário, um já-esquecimento. Enervado por chatices burocráticas. Gostava de mandar, desde as Asturias, um abraço para o Rui. Que tenha as suas ilusoes, os seus projectos, viagens de pasmar e, sobretudo, que nao perca Lisboa, cidade no seu bolso. Que saiba que isto tudo pode ser uma merdoca, nem isso!, uma pasta cinzenta langonhosa, sem utilidade nem graça, sem nome que lhe preste. Que nao se esqueça que há quem chame "viver" a nunca ver o Sol, a repetir o já repetido chegando a duvidar da existência de espelhos, ou, vejam só!, cozinhar sem azeite. Uma vez sem exemplo, que de filinhas temos todos as rotinas recheadas, coraçoes ao alto, molhemos o dedo para ver de que lado sopra a vontade - sigamos o Rui.
Mesmo que me falte o azeite para o cozinhado, hei-de arranjar sempre salvação no tempero dos seus posts, meu caro Luís.
ResponderEliminarAinda me sinto uma estalactite, não tenho calor nas mãos para escrever. Que a Primavera se instale depressa.
Mas que espécie de frio é esse, que a impede de actualizar o blog?
ResponderEliminarEspero que nada de grave. Somos mais do que um, esperando que volte a escrever no Gola Alta.
Um abraço.
Venho por este meio informar-te da minha indignação e fazer deste comentário uma forma de protesto por não nos presenteares com mais frequência com os teus 'posts'.
ResponderEliminarEu compreendo a tua falta de tempo, mas não posso deixar de protestar.
Beijocas
Oh! Fico comovido com o comentário... De facto, tem sido uma conjugaçao invulgar de falta de tempo e vontade para escrever aqui.
ResponderEliminarAinda hoje corrijo a situaçao.
Gracias!