Nestas coisas o óbvio está à vista. A publicidade tenta impor-nos uma musa que não cola. Sim, porque todas as divas, ou lá o que for, têm que ter a sua dose de goma arábica. Falo indignado com uma Marta que nos tentam apresentar como namoradinha dos portugueses casados de meia idade, bastante azelhas, por sinal, em assuntos que envolvam o próprio carro. Raios! E as constantes alusões sexuais por parte do pacóvio apeado à beira da estrada, magistralmente repelidas pela assediada telefonista numa glorificação de seguradora? Entretanto, os actores que fazem de maridinho entesoado vão rodando, quedando-se a mesma que desempenha o papel de Marta. De cada vez que aparece nos televisores, com o seu sorriso deslavado, milhares de portugueses e portuguesas rasgam de escarninho o canto da boca, pensando "-Puta....". Assim não dá. O público alvo é demasiado óbvio, o que constitui erro em publicidade por introduzir um factor de segregação na revelação do produto. No entanto, não posso deixar de sentir um carinho pela pobre Marta, inacessível todo o dia, resistindo às investidas de milhares telefonemas onde a sugestão fodengal é tão óbvia como uma revista pornográfica no chão de uma sacristia.
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