
Tive, recentemente, a oportunidade de visitar um local chamado Baldios, situado a 15 km de Montemor-o-Novo, de grande beleza natural. Mas não são os seus belos dotes paisagísticos que pretendo aqui cantar. Estas singelas linhas vão para um antro chamado Barbosa, que fica à beira da estrada de terra batida para Cabrela. Este delicioso tasquedo é frequentado por uma turba de agricultores e alguns caçadores que batem aquelas veredas em busca de pito. O edifício não tem muito que se lhe diga: uma casa alentejana como qualquer outra, estando o estabelecimento anexado à moradia da serventia. Ora, o assunto é o seguinte. Vende-se por lá uma aguardente caseira, amarelinha, pela inacreditável quantia de 50 cêntimos o copito. E que delícia.... Há licôr de poejo para a maricada que gosta de bebidas fluorescentes que saibam a Aspegic. Outro portento são os tomates do Nando, inquilino do Barbosa, habitante do terreno contíguo. Se não acreditam, ó prós magníficos túbaros, copiosamente retratados no pictograma ao lado....
O Nando (diminutivo fofinho de Fernando Mendes) era realmente um senhor porco, mas esta não é a foto que melhor retrata os seus atributos...
ResponderEliminarE o licor de poejo sempre era bem melhor que essa porcaria amarela feita a martelo.... blarg!
Martelo? Lembro o meu douto colega que
ResponderEliminaro licôr de poejo é industrial e, provavelmente, nem leva poejo. Antes algum extracto de Colgate Mentol. Essa porcaria amarela feita a martelo exige a intervenção de um operador de alambique, mestre na arte de bem destilar. O licor de poejo exige a intervenção de um químico em aromas e outras delícias urbanas.